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quarta-feira, outubro 08, 2025

CHAPADA DOS GUIMARÃES MT



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou o estado de Mato Grosso a demolir um segmento do paredão situado no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, na região conhecida como Portão do Inferno.

Localizado na MT-251, a 65 km de Cuiabá, capital do Mato Grosso, a região é uma estrada do parque estadual que cruza a área de conservação federal, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO).

No local, existem paredões de arenito, rochas sedimentares feitas de areia, formadas há milhares de anos, com uma altura de 150 metros.


A decisão de iniciar a construção foi tomada após a detecção de perigo de colapso no local, particularmente devido à possibilidade de desmoronamento de rochas na região.

Em 11 de dezembro de 2024, na região conhecida como Portão do Inferno, teve dois deslizamentos de terra em um período de menos de 24 horas, devido a fissuras geológicas que se tornam mais vulneráveis durante os períodos de seca.

Os desmoronamentos de blocos menores, é preocupante isso porque pode sugerir a possibilidade de desmoronamentos maiores no futuro.

Recentemente, o IBAMA deu permissão ao estado de Mato Grosso para desobstruir uma parte do paredão situado na área conhecida como Portão do Inferno. Essa permissão é vista como um avanço em relação aos órgãos ambientais federais, devido aos esforços malsucedidos de estadualizar a Unidade de Conservação e assumir a concessão do parque. O objetivo da proposta é reduzir ao máximo o risco de colapso numa área vista como crucial para a nação, destacando-se pela ligação entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.

No entanto, nem todos concordam com o projeto; ativistas pela conservação ambiental alertam que o uso de explosivos e equipamentos pesados pode provocar desmoronamentos no painel de gravuras do Sítio Arqueológico Portão do Inferno, que tem mais de cinco mil anos de antiguidade.

A decisão do governo de Mato Grosso referente ao retaludamento do Portão do Inferno, situado no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, é o tema central de uma matéria divulgada neste mês pela Agência Pública, que se dedica ao jornalismo investigativo.

O artigo analisa a desnecessidade de licitação para a contratação da Lotufo Engenharia para a execução dos serviços, além das oportunidades de flexibilização no licenciamento ambiental em decorrência da aprovação do PL 2159, rotulado como PL da Devastação.

De acordo com a reportagem, o cenário em Mato Grosso pode criar precedentes para situações semelhantes em diversas regiões do Brasil, incluindo Unidades de Conservação, como o Parque Naciona


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