A data comemorativa do Dia Nacional do Frevo é celebrada em 14 de setembro. A data celebra o nascimento do jornalista Osvaldo da Silva Almeida, que é reconhecido pela criação do termo frevo.
O estilo musical frevo teve sua origem em Pernambuco, nas ruas do Recife e de Olinda, no final do século XIX.
A denominação "frevo" origina-se de uma alteração popular do verbo "ferver", que refere-se a uma fusão de música ágil e uma dança enérgica, distintiva por sua intensa vitalidade e movimentos acrobáticos.
Essa manifestação artística é considerada pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
A data celebra o aniversário de Osvaldo da Silva Almeida, um jornalista nascido em 1882, cuja contribuição foi essencial para a disseminação e a popularização do termo.
A dança emerge como uma forma de expressão popular que representa a apropriação dos espaços públicos pelas classes laborais e pelos indivíduos que obtiveram a liberdade após a escravidão.
Embora o ritmo constitua uma manifestação cultural de origem e intensa presença em Pernambuco, a festividade nacional faz parte do calendário de eventos e atividades culturais distribuídas por todo o território brasileiro.
O Paço do Frevo, situado no Bairro do Recife, tem realizado, desde a última sexta-feira, uma agenda especial em celebração à data, que atinge seu ápice hoje, ocasião em que se festeja o Dia Nacional do Frevo.
As atividades acontecem no museu e nas ruas adjacentes, abrangendo uma feira direcionada a empreendedoras, oficinas voltadas para instrumentistas e coristas, uma apresentação de dança, um desfile com grupos de Olinda e uma variedade de atrações musicais.
A proposta reúne 16 empresas dedicadas à promoção do empreendedorismo feminino e ao desenvolvimento de produtos relacionados ao Carnaval.
Durante um período de quatro dias, os participantes puderam acompanhar aulas de frevo realizadas ao ar livre, organizadas nas Vivências em Dança e conduzidas pela dançarina Patrícia Fernandes.
O Dia do Frevo na área Centro-Oeste ganha força particularmente no Distrito Federal, favorecido pela expressiva migração de nordestinos para a capital da federação, além da atuação de grupos que preservam e divulgam essa manifestação cultural fora de Pernambuco.
Goiânia celebra o frevo através de eventos específicos organizados por blocos culturais, como o Bloco Maracatu do Cerrado, que dissemina o ritmo pernambucano pelas ruas da capital.