A revolução agroflorestal no Marajó: a maneira como 30 famílias estão transformando o histórico de incêndios.
O que anteriormente era um terreno afetado pelas queimadas, agora representa um ícone de restauração ambiental e riqueza econômica.
Na Vila de Monsarás, situada em Salvaterra, município da Ilha do Marajó, no estado do Pará, agricultores da região promovem a recuperação de áreas degradadas por meio do Sistema Agroflorestal, uma abordagem que combina a produção agrícola com o reflorestamento.
No passado, essa mesma área era conhecida pelas queimadas que preparavam o terreno para as monoculturas, sendo o cultivo ou a criação de uma única espécie, seja ela de origem vegetal ou animal, em um único local.
A mudança foi impulsionada pelo Projeto Sustenta e Inova, criado pelo Sebrae em colaboração com a Embrapa, financiado pela União Europeia.
A iniciativa é um projeto que fomenta práticas agrícolas inovadoras e sustentáveis, com ênfase na Amazônia brasileira, em áreas como a Ilha do Marajó e a região do Xingu, no estado do Pará.
A ação beneficia 31 famílias locais, que fazem parte da Cooperativa Agropecuária e de Pesca Artesanal de Monsará.
O projeto foi um dos 12 selecionados, entre 80 iniciativas financiadas pela União Europeia em 65 países, para compor uma publicação internacional que destaca transições agrícolas de sucesso.