Uma investigação realizada pela revista New Phytologist, publicada em março, revela que os ecossistemas úmidos do Cerrado acumulam aproximadamente 1.200 toneladas de carbono por hectare, volume que pode ser até seis vezes superior à média encontrada na Amazônia.
A Amazônia e as outras florestas tropicais são reconhecidas como depósitos naturais de carbono do planeta e, por essa razão, exercem um papel fundamental no combate às mudanças climáticas.
Uma investigação recentemente publicada na revista científica New Phytologist indica que as áreas alagadas do Cerrado também têm a aptidão de reter cerca de 1.200 toneladas métricas de carbono por hectare,
O estudo liderado pela doutora Larissa Verona, em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas, da Universidade Federal de Minas Gerais, do Cary Institute of Ecosystem Studies nos Estados Unidos, do Instituto Max Planck e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, coletou amostras de solo com profundidade de até quatro metros.
E foi possível indicar que o valor pode ser até seis vezes maior do que a densidade média encontrada na Amazônia.
O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando cerca de 26% do território brasileiro.
Além de ser reconhecida como a savana mais rica em biodiversidade do planeta, também abriga as fontes de cerca de dois terços das importantes bacias hidrográficas do território nacional, incluindo os sistemas que nutrem o rio Amazonas.