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sexta-feira, setembro 26, 2025

VÊNUS NOVAS DESCOBERTAS



Um estudo recente demonstra o uso inovador dos satélites meteorológicos japoneses Himawari-8 e Himawari-9. Esses satélites, projetados para acompanhar as condições climáticas na Terra, acidentalmente captaram imagens inéditas de Vênus, tornando-se, assim, um importante instrumento de observação para ficar de “olhos adicionais” no céu para uma grande investigação planetária da atmosfera do planeta rochoso considerado o segundo mais próximo do Sol.


Conforme pesquisa divulgada no último dia 30, pela Universidade de Tóquio, os satélites disponibilizaram uma série de dados infravermelhos sobre o planeta, cobrindo quase uma década de investigação. As imagens correspondem ao disco completo do planeta e são obtidas a cada 10 minutos.

A ação inédita preenche lacunas significativas deixadas por missões espaciais anteriores, que tinham uma abrangência temporal limitada.

A pesquisa também possibilita o acompanhamento a longo prazo e multibanda de outros corpos do sistema solar, como a Lua e Mercúrio, contribuindo para a compreensão do desenvolvimento desses corpos rochosos.

Designado como irmão "gêmeo da Terra" em virtude de suas semelhanças em dimensão e massa, apresenta, entretanto, condições de superfície extremamente distintas das encontradas no nosso planeta. A superfície apresenta um ambiente hostil, caracterizado por temperaturas elevadas e uma atmosfera densa em dióxido de carbono o que gera uma temperatura na superfície quente o suficiente para derreter chumbo e uma pressão 90 vezes maior do que a da Terra.

Além disso  apresenta uma rotação extremamente lenta e retrógrada, necessitando de 243 dias na Terra para concluir um dia venusiano.

Os pesquisadores acreditam que os dois planetas têm uma origem comum e que, desde que apareceram há cerca de 4,5 milhões de anos, tudo mudou. Eles acreditam que o vulcanismo foi responsável pela formação desses domos, mesmo que a operação desse processo ainda esteja em aberto.

 Durante os anos de 1990 e 1994, a sonda Magellan rodou o planeta Vênus, utilizando tecnologias de radar para mapear sua superfície. A sonda captou características marcantes na superfície, como domos circulares de 25 quilômetros de diâmetro, como mostrado na imagem.