Através de uma consulta pública, o Banco de Brasília avalia a viabilidade de transferir a incumbência pela gestão operacional de importantes instalações públicas do Distrito Federal.
No mês de março de 2026, uma legislação que possibilita a assistência financeira ao Banco de Brasília (BRB) foi promulgada pelo governador de Brasília Ibaneis Rocha.
A proposta envolve a venda desde propriedades do Estado a concessão de empréstimos, com a finalidade de reforçar o capital da instituição financeira, após perdas bilionárias associadas ao Banco Master S. A., o que ocasionou em uma crises de liquidez e investigações. As apurações realizadas pelas autoridades apontam que o BRB sob a administração do governo Ibanes, assumiu riscos substanciais em operações com o Banco Master, resultando em um déficit de bilhões.
Segundo informações o BRB comprou cerca de R$ 21 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master, que foi posteriormente liquidado, gerando um enorme prejuízo e investigações sobre a operação.
Atualmente, para sanar o déficit gerado, estão sendo realizadas diversas ações, inclusive comprometendo bens públicos e o fornecimento de água em Brasília.
Mediante uma consulta pública, a instituição financeira está avaliando a viabilidade de transferir a responsabilidade pela gestão operacional de várias instalações públicas significativas localizadas no Distrito Federal.
Dentre esses locais estão incluídos a famosa Torre de TV, o Jardim Burle Marx, o Cine Drive-in, além do autódromo e do kartódromo. Além disso, outros equipamentos relevantes que integram o chamado "corredor cultural e esportivo do BRB" também são abordados nesta análise.
A ação tem como objetivo aprimorar continuamente os espaços sem a privatização dos mesmos, apenas transferindo a administração operacional para terceiros. O texto afirma que a supervisão continuaria a ser de responsabilidade do BRB.
Secundo o projeto a eventual mudança na gestão não transfere a titularidade do espaço para a empresa contratada, tampouco envolve a transferência de ativos ou a privatização do local.
Recentemente, o governo do Distrito Federal comprometeu com a Gleba A na Serrinha do Paranoá, uma região de 716 hectares que abriga 119 nascentes vitais para o fornecimento de água em Brasília.
A area foi incluída no Projeto de Lei nº 2.175/2026 do GDF para capitalizar o BRB, avaliada em cerca de R$ 2,3 bilhões.
A decisão, que permite a venda ou o uso do terreno como garantia, é alvo de críticas de ambientalistas e processos no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios por conta de perigos ecológicos e urbanos, sendo uma área de conservação com limitações de uso.
O deputado distrital Gabriel Magno (PT) fez uma representação ao Procurador-Geral do Ministério Público, Georges Seigneur, e às promotorias de Meio Ambiente, Urbanização e Patrimônio, onde ele sustenta que a Serrinha, uma das nove áreas selecionadas por Ibaneis, é uma Área de Proteção Ambiental de onde provém aproximadamente 40% da água potável que abastece o Lago Paranoá. A água é distribuída para seis áreas do Distrito Federal: Paranoá, Itapuã, Lago Norte, Plano Piloto, Noroeste e Sul.
No dia 18 de março, a Assembleia Geral do BRB vai examinar a sugestão de Ibaneis, que foi aprovada pelos parlamentares do Distrito Federal. Se for aprovada, ainda necessitará do aval do Banco Central.
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