Um especialista em El Niño, oriundo de Santa Catarina, alerta acerca do fim dos anos neutros.
Regina Rodrigues, pesquisadora e oceanógrafa da Universidade Federal de Santa Catarina ( UFSC ), e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas ( NOAA ), explica que, embora El Niño e La Niña sejam fenômenos naturais.
A magnitude e a periodicidade observadas nos últimos anos são sem igual, sendo que a ação humana gerou uma quantidade excessiva de calor na Terra, ocasionando um desajuste no sistema.
Como resultado, a alternância natural entre o El Niño e o La Niña intensificou-se, reduzindo o número de anos neutros e gerando eventos extremos sem precedentes na história recente.
Recebeu orientação no pós-doutorado do cientista Michael McPhaden, da National Oceanic and Atmospheric Administration, reconhecido como uma das maiores autoridades sobre o assunto globalmente.
O avanço de um "Super El Niño" tem, de fato, alarmado as autoridades brasileiras em relação à potencial ocorrência de fenômenos climáticos extremos nos meses vindouros.
As previsões apontam para a ocorrência de secas rigorosas nas regiões Norte e Nordeste, chuvas intensas e tempestades no Sul, além de episódios de calor extremo no Sudeste e Centro-Oeste.