O tatu-bola, figura emblemática da Copa do Mundo de 2014, permanece ameaçado de extinção e integra os planos de conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
O tatu-bola, cuja designação alternativa inclui tatu-apara, bola, bolinha, tranquinha e tatu-bola-do-nordeste, foi escolhido pela FIFA como a mascote da Copa do Mundo de 2014 devido a ser uma espécie exclusiva do Brasil, além de apresentar a notável capacidade de se enrolar em forma esférica como proteção, o que estabelece uma conexão natural e intrínseca com o futebol.
Desde 2003, ano em que foi categorizado como vulnerável pelo Ministério do Meio Ambiente, o tatu-bola começou a receber amplo reconhecimento nas relações de espécies ameaçadas. Devido à acentuada redução de sua população e à devastação de seu habitat, sua condição de conservação foi severamente deteriorada, alcançando o nível "Em Perigo".
Decorridos mais de dez anos desde a sua publicação, o tatu-bola permanece ameaçado de extinção e integra as iniciativas de conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
As estatísticas do PAN Tata indicam que, nas últimas décadas, o Tatu-bola teve cerca de 50% de sua área de habitat original eliminada em decorrência do desmatamento, da degradação ambiental e da destruição de seu ambiente natural.
A espécie foi documentada em doze estados brasileiros distintos: Bahia, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Piauí, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Durante a fase reprodutiva, uma única fêmea é frequentemente avistada na presença de vários machos. As fêmeas geram um ou, de forma menos frequente, dois filhotes por ninhada, os quais nascem completamente formados.
O tatu-bola exibe hábitos noturnos e sua principal fonte de alimentação consiste em formigas e cupins, além de consumir, em significativa quantidade, areia, cascas e raízes junto ao alimento.
O tatu-bola não realiza escavações, utilizando tocas desabitadas como refúgio.