Os peixes de Minas Gerais têm acumulado microplásticos ao longo de mais de vinte anos.
Uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Lavras (UFLA) revelou que os peixes da bacia do Rio das Velhas, em Minas Gerais, vêm acumulando microplásticos por um período que varia de 20 a 30 anos.
O estudo investigou amostras coletadas desde 1999 e verificou que a quantidade dessas partículas varia conforme o grau de urbanização e o uso do solo nas adjacências dos rios.
Realizou-se a análise de 287 peixes, predominantemente lambaris, pertencentes a coleções científicas.
Os animais desempenharam o papel de uma "cápsula do tempo" no contexto biológico.
Entre 70% e 80% dos peixes analisados mostraram a presença de partículas plásticas microscópicas em seus órgãos internos.
A investigação foi conduzida pela doutoranda Marina Ferreira Moreira, a qual elaborou a tese no Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aplicada da Universidade Federal de Lavras, sob a supervisão do professor Paulo dos Santos Pompeu.
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