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segunda-feira, maio 04, 2026

O PAPEL PODE SUBSTITUIR O PLÁSTICO

 O papel pode constituir um aliado significativo na batalha contra a poluição gerada pelo plástico, funcionando como uma alternativa às embalagens tradicionais.


De acordo com um estudo divulgado pela Fundação Ellen MacArthur em março de 2026, o papel-base pode ser fundamental para a redução da poluição gerada pelos plásticos, funcionando como uma alternativa viável às embalagens plásticas flexíveis, como sachês, embalagens para alimentos e envelopes.

O estudo realizado pela Fundação Ellen MacArthur, em conjunto com a participação de mais de 45 empresas e especialistas, indica a viabilidade da criação de embalagens em papel, uma vez que esse material é reciclável e biodegradável, especialmente em mercados onde os sistemas de coleta são inadequados.


O texto enfatiza que o papel-base não representa a única alternativa, mas constitui um componente de uma estratégia mais abrangente de economia circular, que inclui a reavaliação do design das embalagens e o aprimoramento da infraestrutura de reciclagem.

A contaminação provocada por embalagens plásticas flexíveis representa um desafio sistêmico, estimando-se que 20 trilhões de itens sejam despejados nos oceanos nos próximos 15 anos.

Assim, a adoção de alternativas fundamentadas em papel amplia de maneira significativa a variedade de recursos acessíveis, complementando outras soluções essenciais, como as embalagens recicláveis.

A Fundação divulgou, há pouco tempo, uma parceria com a Clean Rivers, uma entidade sustentada pelos Emirados Árabes Unidos e vinculada à Earth Zayed Philanthropies, na América Latina.

Com um investimento de 40 milhões de dólares destinado a iniciativas ambientais, principalmente no Brasil, a colaboração visa acelerar o progresso de sistemas eficazes para a coleta e reciclagem de resíduos, com a finalidade de evitar a contaminação por plásticos em rios e oceanos.


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