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sexta-feira, maio 08, 2026

NA LUTA CONTRA A POLUIÇÃO UTILIZANDO CABELO

A primeira barreira constituída por fios de cabelo foi implementada em um ecossistema natural no Brasil, especificamente no estado do Rio de Janeiro, com a finalidade de fortalecer a proteção do manguezal na Baía de Guanabara.

Em parceria com os projetos Orla Sem Lixo Transforma e Fiotrata, o governo do Estado do Rio de Janeiro introduziu barreiras de contenção confeccionadas a partir de cabelo humano na Baía de Guanabara, representando uma inovação tecnológica sem precedentes no enfrentamento da poluição.

A iniciativa, além de ser inovadora, tem como objetivo garantir a preservação ambiental e a recuperação da saúde ecológica da área, demonstrando um compromisso com a conservação dos recursos naturais.

O primeiro experimento de utilização de cabelo ocorre por meio da criação de rolos confeccionados com malha de algodão e preenchidos com fios de cabelo, conferindo um caráter específico ao seu design e funcionalidade.



A estrutura flutuante utiliza também isopor, revestimentos têxteis e múltiplas camadas de mantas geossintéticas, além de contar com a proteção de uma lona, transformando todos os objetos em uma plataforma flutuante.

Na oportunidade, o projeto demonstra capacidade para absorver poluentes oleosos na baía de Guanabara, um progresso notável para a salvaguarda de um manguezal situado nas proximidades.

A barreira flutuante, com aproximadamente 300 metros de extensão, foi instalada na Enseada de Bom Jesus, localizada na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro.

Esta representa a primeira implementação da tecnologia desenvolvida pelo Fiotrar para o reaproveitamento de cabelo humano em um ambiente natural.

Iniciado em 2025, o projeto conta com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e integra conhecimentos científicos e tecnologia social, promovida pela Fundação, visando fomentar soluções que sejam vantajosas para a saúde dos oceanos.
O programa, cujo propósito é evitar que o óleo e os resíduos sólidos asfixiem as raízes e o solo dessa área, institui novas barreiras que garantem que o manguezal preserve sua função essencial de proteção costeira e sequestro de carbono.

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