A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso expressou preocupação com a instalação de seis Pequenas Centrais Hidrelétricas no rio Cuiabá, devido ao risco ambiental.
A edificação de Pequenas Centrais Hidrelétricas no rio Cuiabá é amplamente questionada por especialistas, os quais alertam acerca do risco de desequilíbrio ambiental que poderia modificar o fluxo de sedimentos, alterar a regularidade das enchentes e secas do Pantanal, e a redução na quantidade de água no rio.
Para eles, isso intensifica o assoreamento e as voçorocas, prejudicando o abastecimento de água em Cuiabá e a preservação do Pantanal.
As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) seriam construídas ao longo de aproximadamente 190 km no Rio Cuiabá, na Bacia do Alto Paraguai.
Os projetos tinham como objetivo implementar seis Pequenas Centrais Hidrelétricas: Guapira II, Iratambé I, Iratambé II, Angatu I, Angatu II e Perudá.
Em maio de 2023, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente rejeitou a licença prévia para a construção devido à oposição de entidades ambientais e sociais.
O governo de Mato Grosso chegou a criar uma lei proibindo a construção, mas essa foi revogada pelo Superior Tribunal Federal (STF) após pedido do Sindicato Nacional de Produtores de Energia (SNPE).
A Maturati, responsável pelo projeto das hidrelétricas no rio Cuiabá, não desistiu e ainda briga na Justiça pelo direito de instalá-las.
No mês passado, a Comissão de Meio Ambiente se reuniu com a Secretaria de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos para discutir o assunto.
A Assembleia Legislativa é unânime contra a construção de hidrelétricas na região, e o deputado Wilson Santos (PSD) defende que é preciso direcionar a solução para a energia solar.
Ele acredita que os 154 megawatts que a Maturati planeja gerar com pequenas hidrelétricas poderiam ser alcançados sem danos ambientais, utilizando painéis solares em 1,2 mil hectares.
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