A exposição “Sequestro dos Uruguaios”, que será inaugurada amanhã no Centro Cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, trata da memória do “sequestro dos uruguaios” ocorrido durante a época do Plano Condor.
O Plano Condor consistiu em uma operação de repressão política implementada por regimes autoritários de direita na América do Sul, com o respaldo dos Estados Unidos, visando a perseguição, o sequestro, a tortura e a execução de adversários políticos.
A ação, que começou na década de 1970, contemplou nações como Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia, além de se expandir para regiões onde militantes de esquerda poderiam ter buscado abrigo.
A inauguração da exposição intitulada 'Ainda que não recorde' ocorre hoje, às 19h, no Centro Cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob a curadoria da artista uruguaia Francesca Cassariego.
O evento exibe obras que ilustram, por meio da arte, o trauma do sequestro que a artista vivenciou aos três anos de idade, juntamente com sua mãe e irmão, na rua Botafogo, situada no bairro Menino Deus, em Porto Alegre.
Ao longo da execução das atividades, será apresentada uma perspectiva sobre um extenso trajeto e uma reavaliação da violência política que afetou a América do Sul na segunda metade do século XX.
A visitação da exposição na Sala Laranjeira ocorrerá até 10 de março de 2026, de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 19h00, com acesso gratuito.
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