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quarta-feira, novembro 19, 2025

ARVORE GIGANTE

Com uma idade impressionante que ultrapassa 600 anos e uma altura que alcança 88,5 metros, a árvore considerada a mais elevada da vasta região amazônica encontra-se sob um sério risco de extinção.



As árvores mais importantes da espécie angelim-vermelho, que ultrapassam 600 anos de idade e alcançam alturas de até 88,5 metros, foram documentadas na Amazônia e em toda a América Latina. Elas constituem um patrimônio natural de valor incalculável e são parte essencial de um ecossistema, atualmente ameaçado por diversos fatores que comprometem sua continuidade. Entre eles estão  a expansão do garimpo clandestino, o desmatamento e a apropriação irregular de terras.

O alerta é proveniente da campanha "Salve as Árvores Gigantes", liderada pelo instituto O Mundo Que Queremos, em colaboração com mais de 20 entidades ambientais e profissionais.


Identificadas em 2022, através de um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em colaboração com várias organizações, tanto nacionais quanto internacionais, essas árvores de cem anos, com idades que variam entre 400 e 600 anos, correm o risco de desaparecer antes que possam ser examinadas pela comunidade científica e divulgadas em escala mundial.

Recentemente, a iniciativa divulgou uma nota técnica, direcionada aos órgãos ambientais, tanto estaduais quanto federais, solicitando a adoção de medidas imediatas que assegurem a preservação dessas árvores centenárias.

A iniciativa “Proteja as Árvores Gigantes” mobiliza a comunidade e exerce pressão sobre o governo do Pará para revogar aproximadamente 500 Cadastros Ambientais Rurais (CARs) considerados ilegais. Ademais, no término de 2024, foi instituído o Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia. O recém-inaugurado parque encontra-se na Floresta Estadual do Paru, uma das mais extensas regiões de conservação sustentável do planeta.

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