A Câmara Municipal de Goiânia legislou favoravelmente à proposta que estabelece o Memorial e Museu Césio-137.
A Câmara Municipal de Goiânia aprovou a proposta de lei que institui um Museu e Memorial do Césio-137, com a finalidade de resguardar a memória do evento radioativo mais relevante do mundo, fora de uma instalação nuclear.
A validação foi realizada em segundo turno e de maneira definitiva, em 11 de agosto de 2026. No presente momento, a proposta encontra-se em processo de avaliação, aguardando a sanção ou o veto do prefeito Sandro Mabel.
Ademais, há propostas visando a fixação do dia 13 de setembro como a data oficial em homenagem às vítimas. A finalidade é prestar tributo às vítimas, tanto diretas quanto indiretas, enaltecer a ciência e enfrentar o preconceito associado ao acontecimento ocorrido no Brasil em 1987.
O Césio-137 (¹³⁷Cs) tornou-se conhecido no Brasil há cerca de 40 anos, após a maior catástrofe radiológica já documentada no território nacional, ocorrida em setembro de 1987, em Goiânia (GO). O episódio ocorreu em decorrência da abertura de uma cápsula de um dispositivo de radioterapia deixado em um hospital inativo.
A operação foi realizada por dois catadores de recicláveis, os quais retiraram a fonte do dispositivo e a venderam em um ferro-velho. Em seguida, o dono do estabelecimento abriu a cápsula e ficou maravilhado com o pó azul reluzente, dividindo-o com seus familiares e amigos.
Dessa maneira, centenas de pessoas foram expostas, quer de maneira direta, quer de maneira indireta, ao pó radioativo, o que resultou em quatro óbitos na fase inicial. Todavia, grupos de vítimas avaliam que mais de 100 indivíduos tenham perdido a vida ao longo dos anos em decorrência de problemas de saúde relacionados à contaminação.
Os resíduos gerados durante a higienização da área foram deslocados para um armazenamento provisório no Parque Estadual Telma Ortegal, localizado em Abadia de Goiás (GO), onde permanecem até a presente data, cobertos por toneladas de concreto.
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