O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios reconhece inadequações em cinco cemitérios da área e sugere a adoção de medidas que exigiriam um investimento de R$ 30 milhões.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios identificou graves falhas referentes à segurança e à manutenção em cinco cemitérios públicos da área do Distrito Federal.
Todo o diagnóstico detalhado encontra-se registrado no relatório técnico-jurídico elaborado pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor.
As vistorias foram realizadas pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor no período compreendido entre julho e outubro de 2026, nos seguintes locais: Asa Sul, Brasilândia, Gama, Planaltina e Taguatinga.
Muros ameaçados de colapso, sepulturas continuam desocupadas e há queixas de consumidores que questionam contratos de manutenção obrigatória, enfrentando dificuldades para rescindir os serviços, além de serem ameaçados de inclusão no Serasa.
O foco reside na acumulação de resíduos e detritos entre os sepulcros, bem como na ausência de acessibilidade para idosos e pessoas com deficiência.
Existem reclamações por parte dos consumidores acerca do roubo de placas de identificação de sepulturas, da morosidade na transferência de titularidade de jazigos e do desaparecimento de documentos que foram entregues à administração.
De acordo com a vistoria realizada, recomenda-se, inclusive, a compensação no valor de R$ 30 milhões a título de danos morais coletivos, bem como a análise da possibilidade de revogação da concessão da empresa gestora, Campo da Esperança Serviços Ltda.

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